Twink Mexicano em Fuga: Caçada, Desejo e Violência no Texas

Relato Real | Tempo de leitura: ~5 min
Twink mexicano em fuga: uma história intensa de desejo, violência, perseguição e segredos no submundo do Texas.

Tudo permanecia relativamente calmo no oeste dos Estados Unidos em relação a crimes graves e terrorismo. Não havia nada importante sendo reportado ao FBI, que era de onde vinha a maior parte dos nossos alertas.

Durante aquele período tranquilo, realizamos nossos testes anuais de condicionamento físico e qualificação de tiro no McGregor Range, ao norte de Fort Bliss. Além disso, ajudávamos o departamento do xerife do condado de El Paso e a polícia local a capturar criminosos procurados.

No entanto, recusávamos nos envolver em ocorrências pequenas que os policiais tentavam transformar em grandes operações apenas porque não queriam fazer o trabalho pesado. Com o tempo, eles perceberam que tínhamos informações melhores e, por isso, passaram a nos usar principalmente para localizar indivíduos.

Alguns dos caras procurados eram realmente nojentos. Muitos viviam nas ruas havia anos e cheiravam como carne podre. Honestamente, ninguém queria colocar gente assim dentro de uma cadeia. Em alguns casos, o cheiro impregnava tanto que nem banho resolvia. Às vezes, precisavam queimar as roupas dos sujeitos e entregar macacões cor-de-rosa para eles usarem.


O gigante procurado na fronteira

O primeiro alvo era procurado no Novo México, Texas e México. Entre as acusações estavam tráfico de drogas, agressão agravada, roubo de identidade, roubo de carros, violação de liberdade condicional e assassinato.

O nome dele era Ronny McDonald.

Um cara branco enorme, com cerca de 1,95m e mais de 140 quilos. Segundo os relatórios, ele vivia em Sunland Park, no Novo México, dentro de um trailer próximo à fronteira.

A polícia suspeitava que ele recebia pacotes de metanfetamina enviados por drones vindos do México durante a madrugada.

Além disso, diziam que ele possuía armas e vivia se gabando no Facebook de que era “imparável”.

David sempre ria quando escutava alguém dizendo que era invencível.

Quando perguntamos qual era a recompensa, um dos policiais respondeu:

— Quatrocentos dólares em dinheiro.

Nós encerramos a conversa na mesma hora e fomos embora.


A recompensa milionária entra em jogo

Dois dias depois, o capitão da polícia de Sunland Park apareceu no aeroporto.

Dessa vez, a conversa era diferente.

A recompensa havia subido para 14 mil dólares em dinheiro vivo.

Segundo ele, nenhum policial local tinha coragem de enfrentar um sujeito daquele tamanho, razão pela qual Ronny vivia livre havia mais de dois anos no deserto.

Mesmo assim, resolvemos investigar antes de aceitar o trabalho. Afinal, muitas vezes as agências policiais exageravam ou mentiam descaradamente.

E, infelizmente, aquilo era mais comum do que deveria.


Dinheiro vindo da Europa

Na manhã seguinte, recebemos uma ligação de um homem com forte sotaque parisiense.

Ele dizia representar um laboratório forense da Bélgica.

Informou que as amostras enviadas anteriormente haviam sido aprovadas e que o pagamento da recompensa já estava a caminho.

O mensageiro chegaria no dia seguinte.

Marcamos o encontro em uma lanchonete dentro do terminal principal do aeroporto.


A caixa cheia de dinheiro

Na quarta-feira, um senhor francês apareceu carregando uma pequena mala com uma caixa de papelão presa em cima.

Ele usava um terno velho, sapatos pretos e tinha o cabelo completamente branco.

Parecia frágil, mas extremamente simpático.

Chamava-se Paulo VanHorn e trabalhava para uma agência de justiça da União Europeia.

Segundo ele, passava a vida viajando pelo mundo entregando pagamentos de recompensas.

A caixa que trouxe parecia ter cruzado metade da Europa. Estava coberta por etiquetas francesas antigas e muita fita adesiva.

Quando finalmente abrimos a embalagem em casa, encontramos dezenas de maços de notas de cinquenta dólares.

Dinheiro velho.

Com cheiro de porão úmido.

Passamos o resto da noite contando as notas e separando as mais antigas para depositar no banco.

Enquanto isso, David pegou algumas cédulas, colocou na carteira e soltou uma risada.

— Acho que está na hora de olhar aquelas motos de novo.


O plano para derrubar Ronny

Na segunda-feira seguinte, ligamos para o chefe da polícia de Sunland Park.

Confirmamos que o mandado contra Ronny era legítimo e perguntamos se eles tinham máscaras de gás funcionando.

Tinham.

Então aceitamos o trabalho.

Nos encontramos com os policiais em um Denny’s próximo à universidade UTEP e discutimos o plano.

A ideia era simples:

Fazer Ronny dormir usando gás e permitir que a polícia entrasse sem resistência.

Também exigimos que ele permanecesse algemado o tempo inteiro.

O sujeito já havia escapado de várias cadeias no passado.


Vigilância na fronteira e drones do tráfico

Durante a vigilância, descobrimos que o trailer possuía dois cachorros e ficava praticamente ao lado da fronteira.

Os trens de carga que passavam ali constantemente serviam como cobertura perfeita para o barulho dos drones usados no tráfico.

Enquanto isso, nós preparávamos nossos equipamentos.

Dois pequenos robôs-aranha.

Um carregado com cápsulas de gás.

O outro com gás e um dispositivo incendiário.


A invasão do trailer

Na noite da operação, avançamos primeiro pelo deserto.

Nos escondemos atrás de uma elevação de areia e começamos a controlar as aranhas remotamente.

Os robôs atravessaram a rua, passaram por baixo da cerca e entraram no quintal.

Poucos minutos depois, recebemos o mapa interno completo do trailer.

Havia apenas um homem lá dentro.

Ronny.

E dois cães dormindo na sala.

Assim que a polícia confirmou que o colega de quarto dele estava fora da residência, iniciamos a operação.

As aranhas liberaram o gás.

Em menos de um minuto, todos estavam desacordados.

Os policiais invadiram o trailer usando máscaras de gás, apontando sprays de pimenta diretamente para o rosto de Ronny caso ele acordasse.

Mesmo desacordado, precisaram de vários homens para colocá-lo na maca.

Ele foi algemado nos pulsos, tornozelos e preso à estrutura da ambulância.

Do lado de fora, os vizinhos observavam tudo.

Alguns gritavam o nome dele.

Outros perguntavam por que tantos policiais eram necessários.

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Um dos agentes respondeu:

— Porque ele pesa mais de 140 quilos.


Depois da missão

Depois da captura, voltamos para casa exaustos.

Na manhã seguinte, nosso chefe reclamou da operação.

Segundo ele, havíamos resolvido um caso grande demais usando equipamentos de menos.

David ficou irritado.

Então fizemos o que sempre fazíamos quando estávamos com raiva.

Fomos comer tacos fritos no Chico’s Tacos.


A nova casa e os planos secretos

Dias depois, recebemos uma ligação do corretor de imóveis.

Uma casa praticamente perfeita havia acabado de entrar à venda.

Visitamos o imóvel na manhã seguinte.

Era uma casa antiga, espaçosa, com um enorme porão vazio e garagem para dois carros.

Enquanto o corretor falava sem parar, nós nos comunicávamos discretamente pelo Whispernet.

A cozinha precisaria ser completamente demolida.

O banheiro principal também.

Mas o potencial era excelente.

David olhou para um dos quartos pequenos e cochichou:

— Esse aqui seria perfeito para o quarto do bebê.

Sorri imediatamente.

Sabíamos exatamente o que aquilo significava.


Mudança, dinheiro e vida nova

Fechamos negócio algumas semanas depois.

Pagamos tudo em dinheiro.

Com a mudança concluída, David decidiu comprar uma Honda Goldwing, enquanto eu comecei a procurar um Toyota GR86.

A maioria dos nossos novos vizinhos eram militares aposentados.

E quase todos tinham motos enormes.


O caçador de homens gays

Enquanto reformávamos a casa, continuamos ajudando a polícia em casos de mandados violentos.

Foi então que surgiu um caso que realmente nos revoltou.

Um veterano de guerra chamado Leo Bradford.

Ele frequentava bares gays, seduzia homens desavisados e depois espancava brutalmente as vítimas.

Uma delas ficou em estado vegetativo permanente.

Decidimos caçá-lo mesmo sem recompensa.


A captura de Leo Bradford

Passamos dias investigando abrigos para moradores de rua até descobrirmos um bar frequentado por ex-militares.

Na terceira noite de vigilância, David finalmente identificou Leo.

Ele entrou no bar e sentou ao lado do suspeito.

Enquanto fingia conversar sobre futebol americano, tentava deixá-lo bêbado.

Eu observava tudo do lado de fora.

A conversa ficou agressiva.

Leo perdeu a cabeça.

Tentou acertar David.

Errou.

David respondeu com dois socos rápidos.

Um no nariz.

Outro na lateral da cabeça.

Leo caiu no chão imediatamente.

Nós o arrastamos para fora do bar enquanto alguém chamava a polícia.

Minutos depois, ele estava algemado e sendo levado para a cadeia.


O twink mexicano acusado de assassinato

Algum tempo depois, retomamos outro caso.

O de um jovem latino acusado de assassinar a esposa e o amante dela após flagrá-los juntos.

O rapaz desapareceu por meses até ser localizado trabalhando em um lava-jato.

Quando a polícia o capturou, ele parecia absurdamente jovem.

Quase delicado.

Os policiais comentavam que ele havia surtado ao encontrar a esposa com outro homem.

Segundo relatos, pegou uma faca de cozinha e atacou os dois impulsivamente.

Depois disso, fugiu.

Agora enfrentaria prisão perpétua.


Reformando a nova vida

Após todas aquelas capturas, decidimos focar na nova casa.

Montamos equipamentos de camping no porão, reorganizamos nossos materiais e começamos a planejar uma reforma completa.

Queríamos transformar a cozinha em algo parecido com uma cozinha industrial.

Tudo em aço inox.

Pisos resistentes.

Drenagem.

Facilidade de limpeza.

Durabilidade absoluta.

Afinal, pretendíamos viver ali pelo resto das nossas vidas.

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