Reforma da Cozinha Gay

A poeira e o caos de semanas de obra finalmente tinham acabado. A antiga cozinha sem graça deu lugar a algo que parecia um refúgio secreto, perdido em uma viela noturna de Tóquio. A única luz acesa vinha das pesadas lanternas japonesas vermelhas penduradas no teto, que lançavam um brilho quente e avermelhado sobre a ilha central.
Tudo cheirava a novo.
Ele estava de costas, encostado na nova bancada de aço inox, finalizando os primeiros espetinhos de yakitori na chapa recém-inaugurada. O som da carne chiando no fogo baixo se misturava com a respiração cansada, mas satisfeita, de quem finalmente via o sonho pronto.
Me aproximei devagar por trás, sentindo o piso levemente áspero sob meus pés descalços. Não disse nada. Apenas abracei a cintura dele, encostando meu peito nas suas costas quentes. O calor que vinha do fogão industrial se misturava com a temperatura do corpo dele, criando uma atmosfera densa, quase sufocante de tão íntima.
— Ficou perfeito… — sussurrei, beijando a nuca dele, sentindo o gosto levemente salgado de suor do fim de um dia exaustivo.
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ASSISTIR AGORA 🔞Ele soltou a espátula na bancada, o som metálico ecoando pelo espaço vazio, e desligou a chapa. Sem aviso, ele se virou, me segurando pela cintura com firmeza, e me ergueu de uma vez, me sentando sobre a bancada fria de inox. O contraste do metal gelado contra a minha pele me fez soltar um suspiro rápido, arquear as costas e buscar o pescoço dele.
— Não é só a cozinha que a gente precisa estrear hoje… — ele respondeu, com a voz rouca, se encaixando no espaço entre as minhas pernas.
As mãos dele, ainda quentes do fogão, escorregaram por baixo da minha camisa. O toque firme apertou minha pele, me puxando para mais perto. O ambiente de bar japonês privativo desapareceu ao meu redor. A única coisa que importava agora era o peso do corpo dele contra o meu, o vermelho das lanternas refletindo no aço escovado, e o gosto intenso do beijo que estávamos prestes a devorar.
